E o assunto rendeu um debate que merece se tornar público. A partir de agora, uma série de posts em resposta ao tema.

Isso é uma iniciativa da Rain Network, que é quem tem a maior rede de projetores digitais no país (acho que já são 150 salas). Vitória não tem nenhuma sala da Rain, então não está incluída no mapa do Moviemobz. Acho a idéia curiosa, ainda que seja muito nebuloso pra mim o que a Rain entende por “cinema independente” ou “alternativo” (que é o foco das “mobilizações”, digamos assim). Vale a pena dar uma lida no site deles, pra sacar o negócio.

A Rain seria a alternativa viável e concreta em relação a tecnologias de projeção digital. Aqui no Rio e em São Paulo, como o nível de exigência é bem maior (sobretudo, por uma questão de disponibilidade), as projeções da Rain têm sido incrivelmente criticadas. O Kléber Mendonça Filho, que além de cineasta e crítico, também é programador de uma sala de cinema no Recife, tem projetor da Rain por lá, e sempre fala muito bem do sistema (que ele, pessoalmente, supervisiona, embora a Rain capacite técnicos específicos em cada uma de suas salas). Recife, por exemplo, tem recebido quase ao mesmo tempo que Rio e SP uma série de filmes que estréiam em cópias digitais, exatamente por ter uma sala disposta a bancar esse tipo de filme (os ditos “alternativos” ou “independentes”) com uma projeção dessa natureza.

De todo modo, mando um link do Blog da Ilustrada, onde o Léo Cruz mete o pau na Rain, por conta da projeção de “O Escafandro e a Borboleta” (é o último post, “A projeção digital que estraga o filme“).

Da minha experiência pessoal, nos últimos 3 anos, assisti a uma única projeção digital digna da Rain: pro “Bubble”, do Steven Soderbergh, filme que foi feito em digital e pensado para ser exibido como tal. De resto, toda uma onda de documentários brasileiros recentes, também feitos e distribuídos exclusivamente em digital, mereceu projeções bacanas. Mas “Bubble”, uma ficção, em cinemascope, foi a única projeção em que eu pensei, “putz, esse troço do digital é realmente bonito e veio pra ficar”. De lá pra cá, algumas projeções apenas decentes, e um número enorme de desastres.

A ver cenas dos próximos capítulos.

Rodrigo de Oliveira

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