Mostra Acidentes Televisivos – GRAV exibe O Reino, de Lars Von Trier

Nos dias 9 a 13 de dezembro, o Grupo de Estudos Audiovisuais da Ufes (GRAV) realiza a quarta edição da Mostra Acidentes Televisivos. Desta vez foi escolhida a série O Reino, escrita e dirigida pelo aclamado cineasta Lars Von Trier. As exibições ocorrerão no Cine Metrópolis, todos os dias, das 16h30 às 19h. Serão dois episódios por dia, sendo que no último será realizado um debate com a participação do cineasta capixaba Rodrigo Aragão, diretor dos filmes Mangue Negro e A Noite do Chupacabras. A entrada é gratuita.

A série O Reino, criada pelo polêmico Lars von Trier e co-dirigida por Morten Arnfred, foi lançada em 1994 na televisão dinamarquesa. Aliando uma estética crua a uma narrativa com elementos de humor negro e terror fantástico, a obra conquistou a audiência e a crítica, e o que foi programado como um produto a ser exibido em apenas quatro episódios acabou ganhando uma segunda temporada, lançada em 1997. Também houve uma remontagem da primeira temporada, lançada em DVD, bem como uma adaptação para a TV americana escrita por Stephen King.

Nesta edição da Mostra Acidentes Televisivos, o Grav apresenta, em quatro dias de sessão, os oito episódios que compõem a série original. O debate do último dia com o cineasta Rodrigo Aragão contará a mediação do professor de comunicação social da Ufes e coordenador do GRAV Alexandre Curtiss.

O enredo de O Reino parte da premissa de que o Rigshospitalet, ou apenas Riget (que em português significa reino), o maior hospital da Dinamarca, teria sido erguido sobre um pântano místico que, séculos antes, era usado pelas pessoas para lavar roupas. Com o desenvolvimento da mentalidade moderna, o ambiente espiritualizado e supersticioso que outrora ali se estabelecia fora subjugado, mas esses aspectos estariam novamente vindo à tona. Desse modo, a história intercala os dramas vividos por vários personagens diferentes dentro do hospital e o surgimento de aparições sobrenaturais e eventos misteriosos.

O Reino serve como um prenúncio das idéias que Lars Von Trier, juntamente com seu conterrâneo Thomas Vinterberg, desenvolveria um ano mais tarde no famoso manifesto do Dogma 95. Trata-se de um movimento que pregava a volta a um cinema mais realista e menos comercial, impondo uma série de restrições técnicas aos realizadores, tais como o uso de câmera na mão e luz natural durante as filmagens. No que diz respeito à temática, a série faz refletir, entre outros assuntos, sobre o que seria a natureza intrinsecamente egoísta e cruel do gênero humano e sobre o fracasso do progresso tecnológico, ideias caras ao cineasta dinamarquês. A exibição de O Reino, portanto, serve para fomentar as discussões sobre os rumos da televisão e do cinema contemporâneos, bem como das questões gerais suscitadas pela obra. E é, sobretudo, uma boa oportunidade de mostrar uma importante realização, mas pouco vista pelo público local, de um dos artistas mais provocativos da atualidade.

Sobre as mostras Acidentes Televisivos

Acidentes Televisivos é um projeto do GRAV que visa a exibição e discussão de produtos culturais realizados por cineastas de vários países para serem exibidos na televisão. São obras pouco conhecidas pelos espectadores locais, mas que apresentam grande importância artística. Até o momento, já foram exibidas quatro séries diferentes por meio do projeto, todas elas em 2010: Decálogo (1988), de Krzysztof Kieslowski, da Polônia; A Pedra do Reino (2007), microssérie brasileira de Luiz Fernando Carvalho; Cenas de um Casamento, do cineasta sueco Ingmar Begman (1973); e a série cult americana Twin Peaks (1990), de David Lynch e Mark Frost. Também foram realizados debates ao final de cada mostra com pesquisadores e profissionais das áreas de psicologia, comunicação, teatro e audiovisual.

Programação:

O Reino I (Riget), de Morten Arnfred e Lars von Trier
Dinamarca/Alemanha/França/Suécia, 1994, 265’
Ernest-Hugo Järegård, Kirsten Rolffes, Holger Juul Hansen, Ghita Nørby,
Baard Owe, Peter Mygind, Laura Christensen, Udo Kier

O Reino II (Riget II), de Morten Arnfred e Lars von Trier
Dinamarca/Suécia/Itália/Noruega/Alemanha/França, 1997, 286’
Ernest-Hugo Järegård, Kirsten Rolffes, Holger Juul Hansen, Ghita Nørby,
Baard Owe, Peter Mygind, Laura Christensen

9/12 – O Reino I
Episódio 1 – Den hvide flok (63’)
Episódio 2 – Alliancen kalder (65‘)

10/12 – O Reino I
Episódio 3 – Et fremmed legeme (68’)
Episódio 4 – De levende døde (74‘)

11/12 – O Reino II
Episódio 1 – Mors in Tabula (63’)
Episódio 2 – Trækfugle (86’)

12/12 – O Reino II
Episódio 3 – Gargantua (83’)

13/12 – O Reino II
Episódio 4 – Pandæmonium (84‘)
Debate com Rodrigo Aragão

GRAV lança a Revista Sala 206 no 18º Vitória Cine Vídeo

A Revista Sala 206, enfim, chega a seu segundo número. O lançamento acontece na próxima quinta-feira, dia 10, durante a tarde de lançamentos do 18º Vitória Cine Vídeo. O evento acontece no Hotel Ilha do Boi, a partir das 14h.

O segundo número é centrado tematicamente na relação entre local e global no campo audiovisual, investigando de que maneira as produções audiovisuais estão ligadas ao seu espaço geográfico e como elas podem transcender essa “limitação”.

Abaixo, segue um trecho do texto de apresentação da revista.

O próximo e o distante: ditos sobre cinema

Com o propósito de problematizar a relação entre local e global no campo da produção audiovisual, o segundo número da Revista Sala 206 traz artigos que discutem produções bastante singulares, sem perder de vista o que possam ter de “transcendentes”. São textos que se debruçam sobre obras de cineastas históricos e consagrados, ou de recentes produções de países orientais, de diretores cujos trabalhos vêm ganhando destaque na cinematografia mundial, mas também há análises de cinematografias menos visíveis no amplo circuito, como os trabalhos de realizadores capixabas.

Fruto de um projeto aprovado pela Lei Rubem Braga, da Prefeitura Municipal de Vitória, a Revista Sala 206 integra o GRAV – projeto de extensão e grupo de pesquisa em audiovisual, ligado ao Departamento de Comunicação da UFES – e tem o propósito de ser um espaço para artigos e ensaios sobre o campo do audiovisual, seus processos e produtos, lugar de reflexão e aprendizado.

ARTIGOS:
• A morte viva: apontantamentos sobre Nick’s Movie (Josette Monzani – UFSCar)
• Marcas de um realismo sensório no cinema mundial contemporâneo (Erly Vieira Jr – UFES)
• A propósito de um documentário experimental (Rafael Almeida – UFG)
• Suportes, formatos de arquivos e distribuição digital: novos rumos para o Audiovisual Documentário (Júlio Martins – UFES)
• [ENSAIO] O cinema do Espírito Santo nos anos 2000: Acaso de uma imagem capixaba (Rodrigo de Oliveira – UFF)
• [PESQUISA] O Negócio Audiovisual no Espírito Santo (Joyce Castello – UFES)

Os Cowboys de Leningrado Vão à América (1989)

 

Sinopse:
Os Leningrad Cowboys iniciaram a banda em algum lugar na URSS, mas resolvem prosseguir para a América em busca de sucesso. Eles partem com um caixão (um músico congelado por tocar ao ar livre) para Nova York, na esperança de que um país “acostumado a ouvir qualquer coisa” irá aceitá-los logo de cara.

Ficha Técnica:
Título Original: Leningrad Cowboys Go America
Direção: Aki Kaurismäki
Ano: 1989
País: Suécia/Finlândia
Gênero: Comédia/Musical
Duração: 78 min.

Trecho:

Serviço:
Os Cowboys de Leningrado Vão à América (78min, 1989, Aki Kaurismäki)
 Sábado (05/11).  15h, Cemuni 1, Sala 19, Ufes             

Olhos de Serpente (1993)

Sinopse

Diretor de um filme sobre casamento em ruína entra em colapso quando começa a misturar os acontecimentos de sua vida com a densidade e os problemas das personagens de sua ficção, não conseguindo encontrar a linha divisória entre ambas as realidades. Ao mesmo tempo em que tenta compreender o que está acontecendo, inicia uma pequena paixão por sua atriz.

Ficha Técnica

Título Original: Dangerous Game
Lançado em 1993
Dirigido por Abel Ferrara

Elenco: Harvey Keitel, Madonna, James Russo, Nancy Ferrara, Reilly Murphy, Victor Argo, Steven Albert, Robyn B. Ashley, Lili Barsha, Heather Bracken.

Serviço

Olhos de Serpente (108 min, 1993, Abel Ferrara)
 Sábado (15/10).  15h, Cemuni 1, Sala 19, Ufes                                                        Segunda (17/10). 19h, Cemuni 1, Sala 19, Ufes

O Assassino da Furadeira (1979)

Sinopse

A falta de dinheiro e o estresse metropolitano fazem com que um homem enlouqueça e comece a assassinar pessoas com uma furadeira elétrica. Primeiro filme de Abel Ferrara, foi proibido durante anos na Inglaterra. . Uma obra que anuncia os temas estranhos e obcecantes do diretor: ambientes degradados, marginais, droga e sexo.

Ficha Técnica

Título Original: Driller Killer
Lançado em 1979
Dirigido por Abel Ferrara

Serviço

O Assassino da Furadeira (96min, 1979, Abel Ferrara)
 Sábado (1/10).  15h, Cemuni 1, Sala 19, Ufes                                                        Segunda (3/10). 19h, Cemuni 1, Sala 19, Ufes

Mostra “Bem-Vindos ao Cinema Contemporâneo”: Catálogo

Mostra Bem-Vindos ao Cinema Contemporâneo

Confira aqui, em pdf, a programação completa da mostra “Bem-Vindos ao Cinema Contemporâneo”, que acontece de 12 a 16 de setembro.


 

Meu Vizinho Totoro (1988)

Sinopse
Mei é uma jovem que encontra uma pequena passagem em seu quintal, que leva a um lendário espírito da floresta conhecido como Totoro. Sua mãe está no hospital, e seu pai divide o tempo entre dar aulas na faculdade e cuidar de sua mulher doente. Quando Mei tenta visitar a mãe por conta própria, se perde na floresta, e só o grande e fofo Totoro pode ajudar a menina a achar o caminho de volta para casa.

Ficha Técnica
Título Original: Tonari no Totoro
Lançado em 1988
Dirigido por Hayao Miyazaki

 

Textos Selecionados:

Crítica da revista Contracampo:
http://www.contracampo.com.br/37/totoro.htm

Curiosidades sobre Totoro:
http://www.nausicaa.net/wiki/My_Neighbor_Totoro_%28FAQ%29#What_is_Totoro.3F

Artigo sobre animação japonesa:
http://fido.palermo.edu/servicios_dyc/encuentro2007/02_auspicios_publicaciones/actas_diseno/articulos_pdf/A4003.pdf

Entrevista com Miyazaki:
http://www.midnighteye.com​/interviews/hayao_miyazaki​.shtml

Perfil do Miyazaki no jornal The Guardian:
http://www.guardian.co.uk/film/2005/sep/14/japan.awardsandprizes

Serviço
Meu Vizinho Totoro (86min, 1988, Hayao Miyazaki)
Segunda (8/8). 19h, Cemuni 1, Sala 19, Ufes
Sábado (13/8).  15h, Cemuni 1, Sala 19, Ufes

Hayao Miyazaki

Don’t Look Back

Sinopse
Famoso documentário sobre Bob Dylan, gravado durante a extraordinária turnê britânica, sua ultima turnê acústica. Lançado em 1965 com direção de D.A. Pennebaker, retrata um momento de transição na carreira de Bob Dylan.

Ficha Técnica
Título Original: Don’t Look Back
Lançado em 1967
Dirigido por D.A. Pennebaker
Elenco:  Bob Dylan, Albert Grossman, Bob Neuwirth, Joan Baez, Alan Price, Tito Burns, Donovan, Derroll Adams

Textos Selecionados

Artigo: “D.A. Pennebaker’s Don’t Look Back:  Direct Cinema’s Early Portrait of a Cultural Icon”

http://terricsmithacademicpapers.files.wordpress.com/2010/03/dont-look-back.pdf

Entrevistas com D.A. Pennebaker:

http://www.bbc.co.uk/bbcfour/documentaries/storyville/dont-look-back-pennebaker.shtml

http://www.avclub.com/articles/da-pennebaker,55463/
http://vimeo.com/21664518

Capítulo “A Testemunha Discreta” (sobre  o cinema direto)  no livro Espelho Partido,  de Silvio Da-Rin.

http://pt.scribd.com/doc/35999689/Da-Rin-Silvio-Espelho-Partido-tradicao-e-Transformacao-Do

Serviço
Don’t Look Back (96min, 1967, D.A Pennebaker)
Quarta (3/6). 19h, Cemuni V, UFES