Berlim e suas divisões

Nessa sexta, a Mostravídeo continua com sua programação sobre Berlim. Dessa vez, os filmes mostram os conflitos culturais e políticos que ocorrem em uma cidade carregada de contrastes e marcada pela separação e pela convivência de diferentes formas de vida social. A tolerância ao outro, os costumes e os modos de agir, os preconceitos e as idiossincrasias pessoais são postos à prova no embate das relações sociais.

É no Cine Metropolis, às 21h! Os filmes são:

Ulf Aminde weiterWeiter [Continue]

Ulf Aminde, Alemanha, 2003, 10 min

Em um terreno abandonado, punks brincam de dança das cadeiras. Um comentário irônico sobre os costumes.

Täter und Opfer [Criminosos e Vítimas]

Ulf Aminde, Alemanha, 2004, 9 min

Desempregados jogam futebol em uma pracinha de Berlim Oriental. O vídeo é dividido em duas projeções: à esquerda, os homens chutam para o gol; à direita, eles se embebedam, antes e depois do jogo.

Former East/Former West [Antigo Oeste/Antigo Leste]

Shelly Silver, Alemanha, 1994, 62 min

Com base em centenas de entrevistas realizadas em Berlim dois anos após a reunificação alemã, o documentário questiona as diferenças ideológicas e cotidianas entre os moradores do Leste e do Oeste, discutindo questões de identidade e pertencimento social.

Seminário Internacional Cinema, Tecnologia e Percepção

Me twitta!

Me twitta!

O Grav não cansa de trabalhar! Além das sessões quinzenais e dos grupos de estudo, o grupo se envolveu com a organização do I Seminário Internacional de Cinema, Tecnologia e Percepção: Novos Diálogos. O seminário é uma extensão de um Colóquio internacional que aconteceu semana passada no Rio de Janeiro. Para discutir as novas formas de apropriação e percepção do audiovisual  foram convidados pesquisadores e cineastas franceses da Université Paris (VIII), o que acabou nos  incluindo nas comemorações oficiais do Ano da França no Brasil.

Como a tradição do Grav manda, o evento começou com uma Mostra de filmes dos cineastas franceses Godard/Roger, nos dias 4 e 5, antecedendo o seminário. No sábado , 4, foi exibida uma maratona de filmes de Jean-Luc Godard, entre eles, Pravda e British Sounds (da época do grupo Dziga Vertov) e a série Histórias do cinema na íntegra! Quem teve coragem encarou a overdose de Godard e ficou no Cine Metrópolis das 13 às 20horas!

Já no domingo, o homenageado do dia foi o cineasta Jean-Henri Roger, também membro do grupo Dziga Vertov e parceiro de Godard em diversos filmes, além de professor pesquisador da Université de Paris (VIII).  Os filmes de  Roger, Lulu e Néige foram muito bem assistidos no domingo, e depois pode ser comentado com o próprio diretor, já que este veio à Vitória para discutir em uma das mesas do seminário.

A programação continua na segunda e na terça-feira, com cobertura exclusiva minuto a minuto do Grav pelo twitter e pelo blog do seminário.

Também o Grupo de Foto está clicando todas as imagens possíveis dos nossos convidados, do evento, da organização e de nós mesmo! =)

Sessão Grav: Iñarritu

Oi gente!

Amanhã tem Sessão Grav!

21 gramas

Será exibido o filme 21 Gramas, do diretor mexicano Alejandro Gonzáles Iñarritu. O filme, de 2003, faz parte de uma trilogia, formada por Amores Brutos (2000) e Babel (2006). A trilogia consiste em subnarrações voltadas para o mesmo acontecimento.

Em 21 gramas, Paul Rivers é um matemático que ganhou um novo coração quando já parecia destinado à morte, e precisa fazer de tudo para agarrar esta segunda chance. Christina Peck é uma mãe que perdeu toda sua família, e se volta às drogas como consolo. E Jack Jordan é um ex-presidiário que busca na Bíblia a redenção, mas se envolve em um trágico acidente.

O filme Ganhou o Volpi Cup na categoria de melhor actor (Sean Penn), o Prémio Wella (Naomi Watts) e os prémios de melhor ator – voto popular (Benicio Del Toro) e melhor atriz – voto popular (Naomi Watts), no Festival de Veneza.

Lembrando que a sessão começará mais cedo, às 18h30, no Cemuni V.  E logo depois tem Mostravídeo!

Como segunda que vem é dia de Seminário Internacional de Cinema, o Grav optou por adiantar a sessão.

Não percam!

=**

Berlim: trânsitos e transformações

ilustração de julho - Juliana Russo

ilustração de julho - Juliana Russo

A idéia da realização de uma mostra de vídeos sobre Berlim vem amadurecendo desde 2004, quando tomei contato com a produção de artistas residentes na cidade, ao mesmo tempo em que me deparei com as dinâmicas e contradições em constante movimento desta capital, onde residi por dois anos. Os espaços vazios deixados como feridas da guerra, os deslocamentos entre Berlim oriental e ocidental, com suas diferenças e particularidades, o ambiente multicultural em que a cada dia nos confrontamos com novos estilos de vida e maneiras de pensar e a história que borbulha em cada canto da cidade - tudo isto são apenas alguns aspectos que fazem de Berlim uma cidade tão interessante.

Ao pensar uma mostra sobre Berlim, não pude deixar de refletir sobre os trânsitos e transformações que ali ocorrem com tanta presença… Trânsitos de pessoas das mais variadas procedências e identidades e trânsitos entre o presente e o passado que aparecem em todas as esquinas desta metrópole. Não é por acaso que uma mostra sobre Berlim não inclui apenas artistas alemães, mas também brasileiros, dinamarqueses, americanos, austríacos, poloneses, argentinos e chilenos. Ao trafegarmos pelo metrô de Berlim, ouvimos constantemente as mais variadas línguas e ficamos tentando advinhar qual a nacionalidade daquele que se senta ao nosso lado. É na convivência no espaço público que exercitamos esta democracia, que se inicia com o estranhamento e com a curiosidade sobre o outro e deve desaguar na compreensão mútua e na colaboração criativa.  O contato com o outro, entretanto, nem sempre é fácil e gera conflitos e revisões de preconceitos.  Estas dinâmicas de identidades aparecem com toda a força nesta mostra, sobretudo nos programas 2 e 4.

Se o espaço das ruas é o local onde nos confrontamos com o outro, é também neste espaço urbano que detectamos as transformações históricas impregnadas em cada construção de Berlim. A convivência de estilos arquitetônicos, as estratégias de construção, a destruição pela guerra e abandono, as reconstruções artificiais e saudosistas que tanto marcam esta metrópole poderão ser vistas principalmente nos programas 1, 3 e 5 desta mostra. No primeiro, veremos as mudanças ocorridas na paisagem urbana e o fascínio que a vida das ruas exerce sobre os moradores da cidade, desde o início do século XX até o os dias de hoje. Já o programa 3 dedica-se a um fenômeno extremamente atual: a criação de mundos artificiais pela publicidade e pela moda,  descaracterizando os espaços urbanos tradicionais e afastando-nos de um contato mais próximo com a realidade. Para finalizar, faremos no programa 5 uma volta ao passado, vasculhando entre memórias fluidas e fugidias as marcas indeléveis das transformações.

Aos que quiserem nos acompanhar nesta viagem transformadora, desejo uma bagagem repleta de sensações surpreendentes e percepções inesperadas…

Hugo Fortes

Texto publicado no blog da Mostravídeo.

A programação começa nessa sexta, dia 03, em Vitória, com a participação do curador e da artista alemã Antje Engelmann. É às 21h, no Cine Metrópolis.

Imaginário na Mostravídeo

"Zero" - Sabrina Montiel-Soto, França, 2003

"Zero" - Sabrina Montiel-Soto, França, 2003

Nesta sexta, dia 26, às 21h, apresentamos o último programa de junho,  mês de “Observatórios” e curadoria de Paula Alzugaray. Leia textos sobre os vídeos, e confira!

Programa 3 – Imaginário

Reconstruções poéticas de registros de câmera. Histórias que se aproximam do terror, do suspense, da ficção científica, da fábula e da crônica de costumes. Narrativas que se equilibram no limite da possibilidade.

Ceia

Sara Ramo, Brasil, 2001, 12min30s

Filmado em um único plano, o trabalho mostra a preparação de um jantar e a gradual desconstrução de uma cozinha. O ritual denuncia a frágil ordem do cotidiano e anuncia a desordem e a impossibilidade como método.

Tokyo

Rodrigo Matheus, Brasil, 2008, 6min25s

Zoom out da cidade de Tóquio, gravado via satélite. O trajeto parte de uma distância de seis metros de altura do chão, quando ainda é possível discernir casas e ruas, e termina no ponto em que os ícones de sinalização do Google Earth transformam a cidade em pura virtualidade.

retratante_e_retratadoRetratante e Retratado

Cristiano Lenhardt, Brasil, 2007, 2 min

Na origem dos tempos, quando ainda não existia significante ou significado, dois seres sem identidade estabelecem as primeiras formas de contato. Nessa linguagem original, os signos iniciais são flashes, obturadores, disparadores, lentes e instrumentos musicais.

Zero

Sabrina Montiel-Soto, França, 2003, 5 min

Após cirurgia, uma laranja geneticamente modificada escapa de um laboratório de pesquisas. Seu percurso é acompanhado pela câmera.

Floreados do Repique

Gabriela Greeb, Brasil, 2000, 21 min

Contemplativo e participativo, o vídeo busca captar o encontro fortuito do samba com o hip-hop e os territórios sonoros do Rio de Janeiro durante o Carnaval.

Canto Doce – Pequeno Labirinto

Caetano Dias, Brasil, 2007, 18min25s

A preparação de um labirinto de açúcar, desde seu cozimento até sua instalação numa estação ferroviária de Salvador, onde o trabalho desperta reações públicas e incita participações poéticas. Documentário híbrido, o vídeo é o registro da construção de uma realidade à parte.

Nightmare

Janaina Tschäpe, Estados Unidos, 2001, 3min52s

Transfigurações do corpo e distorções da voz fazem com que os âmbitos da vida, da morte, do sonho e da cinematografia se entrelacem em uma mesma matéria imprecisa.

La_Patrulla_01La Patrulla Oceanica

Sabrina Montiel-Soto, Venezuela, 2007, 9 min

A vigilância e seus sistemas de observação e controle são as questões centrais desta ficção. Um vigilante da Atlântida sobe à superfície para fazer pesquisas sonoras. Um misterioso bambolê acompanha-o nas buscas. Durante o caminho, será revelado o verdadeiro propósito da viagem.

Seminário – Programação completa!

seminário cinema

1º Seminário Internacional de Cinema

Realizado pelo Grupo de Estudos Audiovisuais através do Departamento de Comunicação Social da Ufes, acontece entre os dias 4 e 7 de julho o 1º Seminário Internacional “Cinema, Tecnologia e Percepção”. O evento é integrante da tour de force cultural e intelectual que as datas comemorativas do Ano da França no Brasil promovem no país em 2009. As obras de dois grandes cineastas franceses e um ciclo de conferências com a presença de nomes da Université Paris (VIII) marcam a programação, sediada no Campus de Goiabeiras.

Dentro da agenda do Seminário, uma mostra de filmes em homenagem aos realizadores Jean Luc Godard e Jean-Henri Roger. Serão apresentados aos capixabas de forma integral a série Histoire(s) du Cinema, realizada por Godard, e filmes do cineasta, pesquisador e professor do departamento de Cinema da Université Paris VIII, na França, Jean-Henri Roger.

Na abertura do evento, Roger inicia o ciclo de conferências com o tema A Imagem como ficção do visível. As discussões também contam com a participação de debatedores da Université Paris VIIIEric Lecerf, Plínio Prado Jr., Marie Bardet, e Stefanie Baumann, o argentino Hernán Ulm da (UNSA), além de Erick Felinto (Uerj), Adalberto Miller (UFF) e Tadeu Capistrano (UFRJ).

Além da Mostra e das Conferências, oficinas e lançamentos de livros integram a agenda do Seminário. Confira aqui a programação completa e faça sua inscrição!

O ano da França no Brasil é mais que um conjunto de comemorações e celebrações de uma relação de intercâmbio cultural longa, contínua e profícua. Realizando atividades culturais dos mais variados formatos, seu principal objetivo é servir para o início, a manutenção e a retomada de contatos entre o Brasil e a França. Meios privilegiados de contato, a universidade e a arte têm o papel de agentes sociais e culturais de relações não apenas entre economias, pessoas e línguas, mas também – e talvez sobretudo – entre humanidades.

Com a realização do Seminário Internacional “Cinema, Tecnologia e Percepção: Novos Diálogos”, o GRAV dá continuidade a uma série de eventos voltados para o fomento da pesquisa e discussão das linguagens e estéticas audiovisuais no Espírito Santo.

O evento é uma realização do Grupo de Estudos Audiovisuais – GRAV e do Departamento de Comunicação Social da Ufes, da Universidade Federal Fluminense, do Instituto Marlin Azul, da Université Paris (VIII), do Ano da França no Brasil. Patrocinado pela Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo, pela Prefeitura de Vitória e pelo grupo Arcelor Mittal.

Observatórios na Mostravídeo de junho

Cartaz de junho - Guilherme Lepca

Cartaz de junho - Guilherme Lepca

Começa nesta quinta-feira, dia 04 de junho, a programação “Observatórios” na Mostravídeo aqui em Vitória! Este mês, a curadoria é de Paula Alzugaray, que selecionou trabalhos que integram os discursos documentais e ficcionais e exploram as relações entre o real e o imaginário.

Paula Alzugaray é crítica de arte e jornalista especializada em artes visuais. Mestre em ciências da comunicação pela USP e doutoranda em comunicação e semiótica pela PUC de São Paulo, integra os núcleos de crítica de arte do Paço das Artes e do Centro Cultural São Paulo. Como curadora na área de vídeo, realizou, entre outras, as mostras Videometria – O Vídeo Como Ferramenta de Medição na Arte Contemporânea Brasileira, apresentada no Off Loop Festival, em Barcelona, e Situ/ação – Vídeo de Viagem, exibida no Paço das Artes, em São Paulo. Infelizmente, a curadora não poderá vir a Vitória este mês… mas é possível ler e comentar suas idéias no blog da Mostravídeo!

Em junho, tivemos que fazer algumas alterações nas datas das sessões, então não se percam na programação:

dia 04 (quinta-feira)

21hPROGRAMA DE ABERTURA

En Français
Sandra Kogut, França, 1993, 22 min
Todos os dias, durante um ano, a diretora gravou com uma pequena câmera imagens de seu cotidiano. Ao perceber que as situações gravadas se pareciam com cenas de um filme e que as conversações soavam como diálogos de um roteiro, ela construiu um “filme de amor”. Extrair ficção de situações reais está entre as ações deste trabalho.

Unfinished
Sophie Calle (em colaboração com Fabio Balducci), Estados Unidos/França, 1988-2003, 31min18s
Em 1988, um banco americano convidou Sophie Calle para desenvolver um projeto com base em registros feitos por câmeras de vigilância em caixas eletrônicos. Uma dessas imagens mostrava uma mulher descontando um cheque roubado. O cheque é falso, mas o que dizer em relação à história contada no filme? Ela é real? A ambivalência dá o tom das obras dessa artista, que aqui narra etapas de uma crise criativa – já que ela nunca deu o projeto por terminado.

dia 19 (sexta-feira)

19h – PROGRAMA 1 – REAL
Relatos audiovisuais de experiências e situações vivenciadas pelos artistas – que demonstram como a documentação é uma empresa flexível, e a memória, um ato seletivo.

Vete al Diablo!
Federico Lamas, Brasil/Argentina, 2008, 4min50s
Do alto de uma janela, o artista registra o cotidiano do centro de São Paulo – e percebe que o objeto de seu voyeurismo (um homem pregando) é uma fantasmagoria, uma realidade na iminência de desaparecer.

Buraco
Gisela Motta e Leandro Lima, Finlândia/Brasil, 2007, 8min10s
O cotidiano de um bairro é afetado pela presença de visitantes estrangeiros. Ao inserir imagens de estabelecimentos comerciais de São Paulo na paisagem urbana de Helsinque, Finlândia, a dupla de artistas explora relações de deslocamento temporal e espacial, conciliando invenção e documentação.

503 – Diário de Viagem
Caetano Dias, Brasil, 2008, 8min14s
A realidade de um viajante solitário que vive num apartamento de hotel é mediada por encontros virtuais em sites de relacionamento e pela presença de personagens de filmes e seriados de TV. Um suposto diário registra um cotidiano simulado.

Letter to Lloyd [Carta a Lloyd]
Veronica Cordeiro, Inglaterra, 2007, 26 min
A vida de imigrantes negros do Caribe e da África em Londres. A barbearia onde o enredo se desenvolve é fechada sem aviso prévio – e seu proprietário, Lloyd, desaparece. Para preencher a lacuna, a diretora trava um diálogo virtual com Lloyd, abordando questões formais e éticas inerentes à linguagem documental e etnográfica na representação do “outro”. O filme se torna um diálogo com o sujeito filmado, no formato de uma carta.

Diário do Sertão
Laura Erber, Brasil/França, 2003, 14 min
O sertão é encarado como um espaço misterioso de representação que mantém tensionadas história, memória e ficção. Ao refazer fragmentos de percursos de personagens do romance Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, o filme apresenta uma realidade empalidecida pela névoa da literatura.

Mestres da Gambiarra
Cao Guimarães, Brasil, 2008, 30 min
O vídeo observa o universo da improvisação, a arte da gambiarra exercitada por profissionais de diferentes áreas: um técnico de laboratório de biologia, um profeta e um neurocientista.

21h – PROGRAMA 2 – FALSO
Ambivalência, duplicidade, fantasmagoria, aparências enganosas, mentira, ilusão. Crítica ou ironicamente, o artista assume a trucagem para construir um discurso de falsificação da história. A ficção é vivida como verdade.

O Engano É a Sorte dos Contentes
Tatiana Blass, Brasil, 2007, 4 min
Em um lugar insólito, uma apresentadora constrói uma argumentação a favor da persuasão, convocando o público a aderir ao engano e à ilusão. Enquanto isso, ao seu lado, um mágico executa um número de levitação de uma esfera. A fraude ganha proporção de verdade absoluta.

Diana, the Rose Conspiracy
Martin Sastre, Uruguai, 2005, 20 min
Lady Di não morreu. Ela vive em uma favela, na periferia de Montevidéu, Uruguai, onde leva uma vida feliz e anônima dando aulas de ioga aos vizinhos e passeando com Washington, seu namorado de 24 anos. Baseada em hipóteses conspiratórias sobre o acidente da princesa de Gales, essa história planeja uma conspiração às avessas, onde os bons vencem.

Não Há Ninguém Aqui #1
Wagner Morales, São Paulo, 2001, 4min21s
A narrativa é produzida pela sequência de recados gravados em uma secretária eletrônica em resposta a um falso anúncio de jornal. A impossibilidade do encontro e a indefinição das identidades – tanto do propositor do anúncio quanto das candidatas ao cargo – fazem do trabalho um jogo de esconde-esconde.

El Pintor Tira el Cine a la Basura
Cao Guimarães, Espanha/Brasil, 2008, 5 min
As ilusões do cinema são desfeitas por um pintor de parede, encarregado de pintar de branco o retângulo onde o vídeo Da Janela do Meu Quarto, do mesmo autor, está sendo projetado, em um museu em Burgos, Espanha. No fim, o filme vai parar na lata de lixo junto com a máscara de pintura.

Faux Rapport
Ivan Claudio, Brasil, 2007, 5 min
Ponto de vista voyeurístico sobre a intimidade de um casal. O título (“relatório falso”, em português) refere-se a um procedimento de montagem usado por cineastas dos anos 1960, o faux raccord – marcado por recursos sujos de sobreposição de imagem e um som direto e não equalizado. Falso documentário, o vídeo funciona como um truque, ou um trocadilho.

Não Há Ninguém Aqui #2
Wagner Morales, Brasil, 2001, 2min25s
O artista, que no primeiro vídeo da série se escondia sob a identidade de certo Pedro, revela-se diante da câmera enquanto dirige seu carro e escuta os recados de sua secretária eletrônica.

Crime de Boca
Janaina Tschäpe, Brasil, 2004, 5 min
Realizado no vilarejo de Bocaina, em Minas Gerais, este falso documentário se debruça sobre acontecimentos sobrenaturais ocorridos na região. O vídeo evoca a fotografia ocultista do final do século XIX, que buscava proporcionar aos incrédulos as provas materiais da existência de fantasmas, fadas e feitos alucinatórios, como a levitação.

Extramission 2 – The Trilogy
Lindsay Seers, Inglaterra, 2006, 36 min
Vídeo dividido em três episódios. O primeiro aborda o desejo da artista de se tornar uma câmera, utilizando a cavidade da boca como o corpo do equipamento e os lábios como obturador; o segundo discorre sobre suas performances com ventríloquos; e o terceiro mostra as investidas recentes em se tornar um projetor.

dia 26 (sexta-feira)

21h – PROGRAMA 3 – IMAGINÁRIO
Reconstruções poéticas de registros de câmera. Histórias que se aproximam do terror, do suspense, da ficção científica, da fábula e da crônica de costumes. Narrativas que se equilibram no limite da possibilidade.

Ceia
Sara Ramo, Brasil, 2001, 12min30s
Filmado em um único plano, o trabalho mostra a preparação de um jantar e a gradual desconstrução de uma cozinha. O ritual denuncia a frágil ordem do cotidiano e anuncia a desordem e a impossibilidade como método.

Tokyo
Rodrigo Matheus, Brasil, 2008, 6min25s
Zoom out da cidade de Tóquio, gravado via satélite. O trajeto parte de uma distância de seis metros de altura do chão, quando ainda é possível discernir casas e ruas, e termina no ponto em que os ícones de sinalização do Google Earth transformam a cidade em pura virtualidade.

Retratante e Retratado
Cristiano Lenhardt, Brasil, 2007, 2 min
Na origem dos tempos, quando ainda não existia significante ou significado, dois seres sem identidade estabelecem as primeiras formas de contato. Nessa linguagem original, os signos iniciais são flashes, obturadores, disparadores, lentes e instrumentos musicais.

Zero
Sabrina Montiel-Soto, França, 2003, 5 min
Após cirurgia, uma laranja geneticamente modificada escapa de um laboratório de pesquisas. Seu percurso é acompanhado pela câmera.

Floreados do Repique
Gabriela Greeb, Brasil, 2000, 21 min
Contemplativo e participativo, o vídeo busca captar o encontro fortuito do samba com o hip-hop e os territórios sonoros do Rio de Janeiro durante o Carnaval.

Canto Doce – Pequeno Labirinto
Caetano Dias, Brasil, 2007, 18min25s
A preparação de um labirinto de açúcar, desde seu cozimento até sua instalação numa estação ferroviária de Salvador, onde o trabalho desperta reações públicas e incita participações poéticas. Documentário híbrido, o vídeo é o registro da construção de uma realidade à parte.

Nightmare
Janaina Tschäpe, Estados Unidos, 2001, 3min52s
Transfigurações do corpo e distorções da voz fazem com que os âmbitos da vida, da morte, do sonho e da cinematografia se entrelacem em uma mesma matéria imprecisa.

La Patrulla Oceanica
Sabrina Montiel-Soto, Venezuela, 2007, 9 min
A vigilância e seus sistemas de observação e controle são as questões centrais desta ficção. Um vigilante da Atlântida sobe à superfície para fazer pesquisas sonoras. Um misterioso bambolê acompanha-o nas buscas. Durante o caminho, será revelado o verdadeiro propósito da viagem.

Mostravídeo nessa sexta!

Meu Nome É Paulo Leminski, Cezar Migliorin, Rio de Janeiro, 2004, 5 min

Meu Nome É Paulo Leminski, Cezar Migliorin, Rio de Janeiro, 2004, 5 min

O deboche e a ironia continuam nessa sexta-feira no Metrópolis! A programação da Mostravídeo de maio termina em grande estilo, com uma boa seleção de curtas. Não percam!

Sexta, 29 de maio, 21h

The Real Zandonai

Guilherme Marcondes, São Paulo, 2004, 1 min, vídeo

Obra-prima esquecida que mudou a história da animação mundial.

Meu Nome É Paulo Leminski

Cezar Migliorin, Rio de Janeiro, 2004, 5 min, vídeo

Pai irrita filho obrigando-o a repetir incessantemente um poema de Paulo Leminski.

Black Soul Foda

Hermes e Renato, São Paulo, 2007, 23 min, vídeo

As aventuras e desventuras de uma banda iniciante no universo das grandes gravadoras.

Mosh

Edilaine Cunha, São Paulo, 2007, 4 min, vídeo

Loop de vídeo em que a artista simula um mosh – movimento de fãs que frequentam shows de música e, no calor do momento, se jogam do palco para a plateia, onde são amortecidos pelo público.

Rock Rockets – Roqueiros Também Amam

Luis Carone, São Paulo, 2006, 3 min, vídeo

Uma poção mágica altera a percepção de realidade de um grupo de roqueiros.

Onde Andará Petrucio Felker?

Allan Sieber, Rio de Janeiro, 2001, 13 min, 35mm

A trajetória do artista e agitador cultural Petrucio Felker é contada por meio de depoimentos de seus contemporâneos.

A Bela P…

João Marcos de Almeida, São Paulo, 2008, 26 min, vídeo

Viagem psicodélica por cinco partes fundamentais do corpo humano.

Blackout

Daniel Rezende, São Paulo, 2008, 10 min, 35mm

Num dia em que nada mais poderia dar errado, um assessor parlamentar e um suplente se encontram em um depósito da câmara para fumar maconha.

Jacques Tati na Sessão GRAV

Chega a vez de Jacques Tati e o cinema cômico francês do pós-guerra das as caras. Na Sessão Grava de segunda-feira tem Meu tio, filme realizado pelo cineasta em 1958.

carta de Karina inácio

carta de Karina inácio

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